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Antonio de Albuquerque
 
Pescando estrelas

Distantes muitas milhas do continente
Num barco navego nas ondas do mar
No alto vejo o céu pouco estrelado
Mas, além uma estrela cadente
A ela pedi para ser minha guia
No mar rugem tempestades indômitas
Escuto o marulho das gigantes ondas
O vento sopra, as ondas se agigantam
A maré vaza, pressionando a terra
Mas, o mar me conduz pela estrela guia
Ventos imensamente fortes, agitam o mar
Peixes nadam em profundidade
Anunciando tempestade na superfície
O barco balança sem cessar e a onda
O tange em direções contrárias
Olho a proa, equilibro o barco
Parecendo uma folha de papel ao vento
Ondas altas a bombordo
Vezes a estibordo, mais intensas
Penso em naufrágio, sentindo medo
Penso em Deus, penso em mim
E penso em Iemanjá, também
Conduzo os olhos ao espaço e enxergo
No silêncio o dia amanhecer sorrindo
Com raios dourados de sol nascente
Trazendo a alegria das manhãs
Senti um clarão dentro da alma aflita
Enxerguei alvas nuvens no horizonte
O mar se acalmou tingindo-se
De luz brilhante tal um jardim
Na praia, vejo coqueiros e cabanas
Sobre as ondas azuis espumosas
Gaivotas bailam trinando sobre o mar
Quais as melodias das fontes
Outros alegres pescadores chegando
Contemplei meu samburá de peixes
Reverenciando a natureza em festa.
Antonio de Albuquerque
Enviado por Antonio de Albuquerque em 30/01/2019
Alterado em 04/02/2019
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