Textos



 
Antonio de Albuquerque
23/10/19
Defesa da Amazônia


Cauré e seu cachorro Trovão, ambos encantados da floresta, haviam escutado muitas histórias sobre aventureiros que queriam invadir a Amazônia e furtar suas riquezas. Certa vez ao visitarem uma nação de Duendes e Gnomos da floresta, receberam uma denúncia que madeireiros queimavam e contrabandeavam madeira e maltratavam os animais. Formaram um poderoso exército de valentes insetos e animais, empreenderam uma batalha contra os contrabandistas e graças a valentia dos moradores da floresta foram vitoriosos. E, agora visitando o mesmo povo, ouviam falar que exércitos de outras nações aventureiras planejavam invadir à Amazônia brasileiro. Preocupados com esta questão, imaginaram um jeito de auxiliar na defesa da Pátria brasileira, visto que a amavam como se fosse a própria Mãe natureza.

Cauré dirigindo-se à Trovão, perguntou se ele havia entendido a mensagem Duendes e Gnomos.  Trovão respondeu sim, achando que precisavam efetivar alguma coisa para auxiliar as autoridades brasileiras. E, Cauré teve uma brilhante ideia de elaborar um plano de defesa para a Amazônia,  usando os mesmos recursos da batalha contra falsos madeireiros contrabandistas e abatedores de animais. Assim, eles haviam vencido a batalha, quando aliados a Duendes, Insetos, Gnomos e animais, e até mesmo a homens moradores da floresta.

Em completo silêncio, caminharam pela floresta, sentindo imensa alegria ao serem cumprimentados por árvores, animais e até mesmo por pequenos insetos e espíritos encantados. Sentiam-se amados pela própria natureza. Se os dois encantados foram capazes de organizar um exército de insetos e animais dando combate a predadores, também poderiam organizar um exército e combater invasores do nosso território. Foi bom conhecer o povo da floresta, homens, mulheres, crianças, animais, passarinhos e insetos que certamente estarão unidos a nós nessa próxima luta.

Ao chegarem a Tutóia, base das operações, planejaram um plano de defesa consistindo no seguinte: Marcaram uma reunião com as lideranças da floresta traçando um plano de defesa da Amazônia consistindo no seguinte: Tutóia será a base coordenadora da ação. Para tanto colocaremos nossa casa flutuante para o leito do igapó, a qual ficará camuflada, não podendo ser visto. Ali serão coordenados os postos avançados através de mensagens conduzidas por ligeiros gaviões e águias.

Ao longo da fronteira brasileira construiremos lugarejos secretos, permanecendo um poderoso esquadrão de velozes águias e Gaviões para voos de reconhecimento e um esquadrão de Gaviões que conduzirão mensagens a outros lugarejos, também secretos. Permanecerá ali um efetivo de mil pássaros que farão dia e noite voos de reconhecimento e entrega de mensagens.

As águias sempre estarão voando num raio de cem quilômetros, distância entre uma passarinhada e outra. Os pássaros estarão observando tudo que se mover na floresta. Ao menor sinal da presença do invasor, os macacos e outros animais serão avisados para acionarem todos os répteis mais venenosos que existirem na região, dessa forma, quando o invasor pisar no solo, será: mordido, ferrado ou laçado por répteis, extremamente perigosos quais Sucuris e cobras encantadas tipo monstros, Jacarés que engolirão os invasores, com arma e tudo, implantando terror entre eles.

Outros perigosos animais entrarão em ação: onças, formigas tucandeiras, aranhas, abelhas e quem mais pertencer à região. Os inimigos poderão até penetrar na área, mas jamais sairão ilesos. Os répteis não lhes darão a menor chance, para tanto construiremos criadouros de cobras, aranhas, besouros, morcegos e tantos outros bichos altamente peçonhentos. Todos os encantados da floresta serão convocados para esse trabalho, inclusive os Gnomos e Duendes, com larga experiência em magia e aparições que farão o inimigo trocar de fralda a cada hora, tamanho será o medo que sentirão. Cauré informou que seu trabalho será visitar moradores das matas em todos os lugares da floresta; Colocações, vilas, seringais, cidades, beiradões, aonde existir gente. Nesses lugares explicará qual a finalidade do trabalho. Falará sobre a defesa da nossa pátria contra invasores estrangeiros. Mostrará o que seria de nós se eles ocupassem o território brasileiro.

Na bela canoa de Itaúba, acompanhado por Trovão, Cauré remava com firmeza nas águas serenas do rio Iere. Uma claridade suave como um luar se derramava sobre a alva areia, tudo vibrava num alvoroço de alegria, com o Sol dourando as águas, a Natureza esplêndida despertando num cenário encantador de uma manhã risonha. Na margem do rio, uma colossal e bela águia pousou, no bico conduzia uma flor, mulher encantada.














 
 
 
 
 
Antonio de Albuquerque
Enviado por Antonio de Albuquerque em 23/10/2019
Alterado em 23/10/2019
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