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Antonio de Albuquerque


Tempo de Ternura 
 

Despertando do céu das minhas recordações
Regado pela força que me faz sonhar, amar
No pequeno Tapiri que mais gosto de viver
Junto a um intrépido rio que corre para o mar
Querendo a ele contar as belezas que viu na floresta
Feliz acordei com o piar de passarinhos no vergel 
Inexcedível das minhas sagradas lembranças
Um afoito e bonito canário bicava a janela
Abrindo-a senti o clarão esplendoroso do dia
Sorrindo de alegria me fazendo contente criança
Numa manhã suave e harmoniosa quase etérea
A brisa suave soprava as doces folhas da aroeira
Nos galhos da Samaúma alegres sauins brincavam
No alto do Mulateiro um Tucano gorjeava
O vento esvoaçava brancas cortinas rendadas
E soprando aos meus ouvidos eu sentia júbilo
Um singelo vaso carmim em forma de trono
Abrigava a sublime roseira orvalhada de amor
Os verticilos de suas encantadoras pétalas formavam
Um sublime Castelo de realeza, alegria e felicidade
No qual me sentia partícipe ungido pelo Salvador

 
 
Antonio de Albuquerque
Enviado por Antonio de Albuquerque em 25/01/2020
Alterado em 31/01/2020
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