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Adorável Daisy

Manhã rica suave, o vento soprava brando,
Nas folhas verdes da enigmática aroeira em flor
Meus pés deslizavam sobre a terra vermelha,
Ainda molhada pelo orvalho da manhã fagueira
Dayse, tinha a mão esquerda entrelaçada a minha,
Seu corpo parecia flutuar com elegância, sem peso
Aparentanda leveza, qual a semente da Samaúma no ar
Tinha o andar faceiro e elegante qual o voo do gavião,
Olhos verdes esmeralda e sorriso de rosa desabrochando
Parecendo ser a mais bela obra genética que Deus criou
Naquele instante éramos crianças e adultos num só coração
Numa indizível felicidade me sentia tragado por sua beleza
Daisy com sua vigorosa sabedoria de mulher inteligente
Sabia que havia entre nós um grande amor perene
Caminhando na singela estrada, senti o olor das flores
Apreciando nos cajueiros, abelhas tecendo favos de mel
À margem do caminho, flores de Ipês de cores diversas
Alegravam meu coração, sentindo os encantos da Natureza
Nas alturas, o Rei Sol em perfeição, esblandia luz em profusão,
Pintando de carmim uma aquarela de nuvens douradas
Contemplando um imenso lago de água verde cristalina
Em silêncio admiramos o Sol dourando a água plácida
Sem pudor nos despimos, Daisy mostrou seu belo corpo
Despida parecia um encanto de beleza trazido pela brisa da tarde
Com ternura, beijei sua boca salgada de suor, toquei levemente
Seu corpo sedoso e macio, sentindo seus firmes seios juntos
Ao meu peito. Sorrindo, nos lançamos n´água e somente
Os peixinhos coloridos, testemunharam nosso enlevo.
O Sol declinava no poente, a tarde chegou silenciosa.
Antonio de Albuquerque
Enviado por Antonio de Albuquerque em 29/05/2020
Alterado em 29/05/2020
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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr