No meu Tapiri
No meu Tapiri no auto Rio Negro,
o silêncio traz a brisa terna da noite
e o mistério do silvo dos passarinhos
Quando a lua mãe das estações clareia,
as flores se revelam no esplendor da criação
num jardim de encanto, brilho e grandeza
O Rei-Sol presenteia de Luz nascente,
nas folhas desenhadas de amor supremo
despertando seus filhos adormecidos
Sob a misteriosa e enlevada floresta
a suave lua traz seu véu de luz e prata
embalando a sinfonia dos animais,
No altar dessa pureza nasce a inspiração
e o poeta colhe versos nas flores das acácias
e no belo esvoaçar das borboletas e colibris.
